Coquetel do Dia Seguinte para HIV

O Ministério da Saúde, desde outubro de 2010, oficializou uma política de saúde de combate da transmissão do vírus HIV, uma das principais causas de morte da população feminina em idade fértil e também a doença que a cada ano acomete mais mulheres.

Coquetel do Dia Seguinte

Coquetel HIV do Dia Seguinte – Onde comprar (conseguir)?

Foi definido que os 737 centros de referência em tratamento de doenças sexualmente transmissíveis existentes no País, e emergências de hospitais públicos, devem receber pessoas não contaminadas pelo vírus HIV e que tiveram relações sexuais inseguras (o preservativo estourou, por exemplo) para receber um tratamento medicamentoso preventivo, uma tentativa de coibir a transmissão da doença.

O Coquetel do Dia Seguinte para HIV funciona?

O mecanismo de ação é parecido com o da pílula de emergência para impedir a gravidez e, por isso, a técnica é chamada de “coquetel do dia seguinte” da aids. O procedimento consiste em oferecer, de graça, ao paciente – homem ou mulher – uma mistura de três medicamentos em até 72 horas após a relação sexual desprotegida.

A mesma medicação deve ser tomada por 28 dias consecutivos, e pode trazer efeitos colaterais graves e perde a eficácia se ingerida repetidas vezes.

O que faz o Coquetel HIV do Dia seguinte?

O papel do coquetel do dia seguinte, é tentar evitar que a pessoa se infecte com o HIV. Além disso, ela traz alguns outros ganhos, já que acaba atraindo as pessoas aos serviços de saúde, o que permite trabalhar também o diagnóstico, o aconselhamento e as estratégias de prevenção, de redução de risco e de vulnerabilidade.

Falta divulgação para o Coquetel do Dia Seguinte

Mas o coquetel do dia seguinte é uma estratégia ainda pouco difundida no país, pois falta informação e divulgação. Em casos relações inseguras, quanto mais rápido começar o tratamento, melhor. O ideal é que seja em menos de 48h a 72h.

Entretanto fica o alerta, que o coquetel do dia seguinte, não pode se transformar em rotina e que as pessoas não podem abrir mão do preservativo. Trata-se de uma medida de exceção, uma vez que não há 100% de eficácia no bloqueio ao vírus. O coquetel do dia seguinte “não é uma vacina”.

Você já parou para se perguntar: por que a epidemia de HIV/Aids continua a crescer?

Um dos principais motivos é o comportamento sexual dos jovens, que acham que ninguém mais morre de aids e que, se pegar o vírus, basta tomar “um remédio”(o coquetel). Outros acreditam que o problema é confiar nos parceiros.

Dados do Unaids em 2014, apontam aumento de novas infecções por HIV no Brasil entre mulheres jovens e gays jovens, sobretudo com idade entre 15 e 24 anos. Essa faixa etária, precisa de uma abordagem de prevenção “continuada, objetiva e sem preconceito”, para que busquem os serviços de saúde quando houver necessidade

A Unesco recomenda que a educação sexual seja iniciada a partir dos 5 anos. No Brasil, isso acontece a partir dos 12 anos. Essa onda conservadora e forte preocupa, já que a necessidade é cada vez maior de abordarmos temas como a diversidade sexual.

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